Futuro positivo | Veículos Elétricos
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Futuro positivo

editorial_2

Luis Reis

CEiiA – Centro para a Excelência e Inovação
na Indústria Automovel

A mobilidade elétrica é uma tendência incontornável. Conhecidos os mitos e desvantagens, olhemos para as oportunidades.

O veículo elétrico (VE) é, em primeiro lugar, um ‘driver’ da inovação na indústria, dos materiais, das motorizações. Da recente aposta no VE resultam novos desenvolvimentos nas baterias, cuja capacidade se estima que duplique em poucos anos, enquanto o custo se reduz. Estes desenvolvimentos terão impacto noutras aplicações, como quando utlizados em sistemas de armazenamento e gestão local de energia.

A motorização elétrica permite explorar novos desenhos e configurações de veículos, de caráter mais ou menos urbano, por exemplo, com um ajuste gradual de soluções à procura, com uma coexistência entre elétricos a baterias e soluções híbridas. O VE é extremamente eficiente do ponto de vista energético, com “zero” emissões locais e custos de operação substancialmente mais baixos.

No entanto, é a possibilidade de carregar através da infraestrutura ligada à rede eléctrica que mais marca a evolução do automóvel como o conhecemos e permitirá alterar a sua relação com as cidades.

A introdução do VE está a alterar os modelos de gestão e utilização de frotas ou de mobilidade partilhada, e é um espaço de inovação em serviços que, baseados em sistemas inteligentes, explorem uma melhor integração entre os sistemas de mobilidade e energia, contribuindo para a redução da “fatura” dos utilizadores e das próprias cidades. Com um consumo de eletricidade semelhante a uma habitação média, estimulará a emergência de novos serviços em casa e a evolução do modelo do setor elétrico. A associação a novos serviços trará nova racionalidade aos investimentos em infraestrutura de carregamento.

As empresas portuguesas estão atentas a este mercado. Importa olhar para Portugal como um espaço de experimentação que permita testar novas soluções, ganhar massa crítica e atrair investimentos. E explorar oportunidades nos mercados globais, a exemplo do trabalho do CEIIA no Brasil.

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