Estamos todos enganados? | Veículos Elétricos
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Estamos todos enganados?

editorial_04

Pedro silva

Diretor Geral da EFACEC Electric Mobility

Algumas pessoas ainda parecem ter dúvidas sobre a eletrificação dos veículos automóveis. Se tem futuro ou atingirá taxas de penetração significativas e, por isso, se deve apoiar e promover, apesar das vantagens ambientais já serem cada vez menos negadas por serem tão evidentes, assim como as económicas com base nas conclusões da maioria dos cenários projetados. Vale a pena olhar para o tema com uma lógica puramente empresarial e analisar o que fazem empresas com stakeholders a quem prestam contas.

Descontando os modelos híbridos sem carga da bateria pelo exterior, e contando apenas os modelos 100 por cento eléctricos, híbridos plugin e com extensão de autonomia, foram lançados sete modelos novos em produção em 2010, nove em 2011, onze em 2012, 24 em 2013, 35 em 2014, estando previsto 38 para 2015 e 33 em 2016.

Nissan, Mitsubishi, Honda e Toyota têm oferta elétrica e híbrida plugin. A Renault e a PSA têm vários modelos no mercado. A entrada das marcas alemãs veio reforçar a variedade de modelos.

As três gigantes americanas – GM, Ford e Chrysler – estão no mercado. A Tesla tem-se imposto pela inovação, atraindo fortes investimentos e sendo já uma ameaça às marcas tradicionais, e anunciou uma mega fábrica de baterias.

Nas baterias, que é uma tecnologia chave para a mobilidade eléctrica, apesar dos problemas ocorridos na  A123, há um forte investimento da Nissan, da Tesla, e dos fabricantes de baterias, sobretudo asiáticos, para melhorar as caraterísticas e descer o preço.

Os operadores de infraestrutura têm acompanhando o mercado, na Europa e nos Estados Unidos. Nos EUA, há sobretudo operadores com propósito específico, como a Chargepoint. Na Europa há forte presença de ‘utilities’ eléctricas, mas não só. Estes necessitam de sistemas de operação, trazendo a indústria de software para este setor.

Os fabricantes de equipamentos de infraestrutura desenvolvem as soluções do presente e do futuro, sendo de destacar a quota de mercado internacional da portuguesa Efacec, com liderança mundial em algumas áreas como a carga rápida.

Os exemplos não se esgotam nos setores nem nas empresas nomeadas. Perante eles ocorre a seguinte pergunta: o planeamento estratégico, as lideranças, e os investidores daquelas empresas estão todos enganados? E afinal quem está certo são aqueles que dizem que a mobilidade eléctrica não tem futuro?

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