Veículos Elétricos | O tempo do fim dos mitos?
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20 Mai O tempo do fim dos mitos?

editorial_06

António Pereira Joaquim

Diretor de comunicação da Nissan portugal

Numa altura em que o interesse público pela Mobilidade Elétrica volta a ganhar ímpeto em Portugal é pertinente questionarmo-nos quais as razões deste renascimento e refletir um pouco sobre alguns dos “mitos” dos Veículos Elétricos. Se é verdade que o lançamento da Fiscalidade Verde veio despertar de novo as consciências para as vantagens da mobilidade elétrica, também não deixa de ser interessante perceber que o maior crescimento dentro deste segmento é o registado pelo Nissan LEAF – que representa por si só quase metade (47 por cento) do segmento – crescimento esse suportado por uma forte estratégia da marca que permite desde o início do ano um preço de entrada de cerca de 16 mil euros. Se recordarmos que há cerca de dois anos aceder a este veículo implicava um esforço próximo dos 35 mil euros, a conclusão é simples: sim, o preço era, até agora, um óbice – arriscaríamos mesmo, “o” óbice – à disseminação dos Veículos Elétricos. A par do preço, a “reduzida autonomia dos veículos elétricos” tornou-se desde logo um chavão. Mesmo para quem não se deslocava mais de meia dúzia de quilómetros por dia, os “contra” eram o tal preço e a reduzida autonomia do veículo elétrico!… Graças ao sistema de telemática Carwings, a Nissan revelou recentemente que os proprietários europeus do LEAF viajam mais 40 por cento por ano do que a média europeia para veículos com motores tradicionais de combustão. Estes dados lançam uma nova luz sobre aquilo que desde o início do lançamento da Mobilidade Elétrica era uma convicção, mas faltava provar: a autonomia não é um entrave a este tipo de solução de mobilidade.

No início, o consumidor tipo de um veículo elétrico era uma pessoa em permanente busca de novas tecnologias, preocupada com questões ambientais e adequando a sua atuação a esses ideais. Hoje, assistimos a uma generalização dos consumidores, transversal em idades e localizações geográficas, e com uma distribuição equitativa entre empresas e particulares. Em comum têm, agora, o facto de escolherem um veículo elétrico e após uma análise racional concluem que se adapta ao seu padrão de mobilidade, com vantagens de custos. E aqui se desfaz mais um mito: o de que os VEs eram adequados quase exclusivamente a empresas e seriam vendidos maioritariamente em versões comerciais. Pois bem, em Portugal nos primeiros quatro meses deste ano venderam-se apenas sete veículos comerciais elétricos contra os 137 de passageiros!

Pioneira nos veículos 100% elétricos, a Nissan é hoje líder mundial, com mais de 170 mil VE’s na estrada, os quais percorreram já mais de mil milhões de quilómetros com uma taxa de fiabilidade das baterias de 99,99% e um grau de satisfação/recomendação dos seus condutores de 95%, a mais alta taxa de satisfação de clientes da marca. E, desde o início do ano, qualquer cliente de um Nissan elétrico pode trocar de bateria por cinco mil euros… Afinal, onde está o mito de que as baterias eram metade do custo do automóvel e não eram fiáveis?… Sete anos depois da Nissan ter colocado a Mobilidade Eléctrica no panorama da industria automóvel, é tempo de fim dos mitos… até para aqueles que não acreditavam neste futuro e agora se apressam a mudar de estratégia!…

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1Commentário
  • Margarida Lopes
    Publicado a 11:51h, 28 Abril Responder

    Parabéns à Nissan pela estratégia adotada

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