Veículos Elétricos | Rui Teixeira – administrador da EDP: “A nossa frota tem potencial para ser 30% elétrica”
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15 Ago Rui Teixeira – administrador da EDP: “A nossa frota tem potencial para ser 30% elétrica”

Com a recente aquisição de 25 Nissan LEAF, a EDP passou a dispor de cem veículos elétricos e hibridos, o que já representa quatro por cento do total. A médio prazo e à medida que a frota tenha de ser renovada, esse número poderá chegar às 750 unidades, o que corresponderá a cerca de 30 por cento.

No âmbito do seu compromisso com os objetivos de desenvolvimento sustentável e da sua participação na Cimeira do Clima em Paris (COP XXI), a EDP vai apostar na renovação de frota de ligeiros com veículos elétricos e a médio prazo o objetivo passa por aumentar representação dessa tipologia de viaturas dos atuais quatro por cento para cerca de 30 por cento.

A empresa tem ao seu serviço 2.500 veículos ligeiros, dos quais cem são elétricos ou híbridos, incluindo os 25 Nissan LEAF, que recentemente foram entregues numa cerimónia realizada no Museu da Eletricidade, em Lisboa.

«O nosso potencial é de 750 veículos elétricos na nossa frota», adiantando que a entrada de novas unidades deverá acontecer à «medida que frota tenha de ser renovada», adiantando que «cada vez mais iremos continuar com esta opção», que atualmente já representa quatro por cento da frota de ligeiros. «Temos vindo a posicionarmo-nos publicamente com compromissos de sustentabilidade e descarbonização da economia», adianta Rui Teixeira.

«A EDP está fortemente empenhada no combate às alterações climáticas. Assumimos compromissos objetivos no nosso plano de negócio e a promoção da mobilidade elétrica enquadra-se nas metas principais que são a aposta nas energias renováveis e maior eficiência energética, condições essenciais à redução de emissões», refere o entrevistado. «Entendemos que uma das formas de descarbonizar a economia é através da eletrificação. Naturalmente, a mobilidade elétrica tem de fazer parte dessa eletrificação. No fundo, a ideia será deixarmos de ter a utilização de um combustível fóssil nos carros de motor convencional para passar a utilizar o parque produtor disponível de energia para carregar os carros».

O administrador da EDP adianta que «mesmo que não fossemos produtores de energia elétrica – e somos clara e assumidamente – entendemos que esta aposta faz todo o sentido porque do ponto de vista de sustentabilidade esta utilização de mobilidade é bastante mais eficiente com motor elétrico do que com motores convencionais». O responsável da empresa salienta ainda um outro factor que consiste na satisfação dos utilizadores destes veículos.

A estratégia da EDP de incorporação de veículos elétricos tem também em conta o facto de este tipo de motorização baixar consideravelmente os custos de utilização da sua frota automóvel.

Cerca de 30 por cento dos automóveis da frota da EDP percorrem anualmente menos de 20 mil quilómetros.

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O administrador da EDP salienta que a opção pelos veículos elétricos será tomada em função da análise comparativa dos custos totais de operação, mas também levará em conta a logística do carregamento e a utilização prevista para aquelas áreas onde as viaturas irão operar. «Do ponto de vista logístico temos de ter a certeza que é um instrumento de trabalho que funciona. Cumpridos esses requisitos, claramente que vamos continuar a apostar na aquisição de veículos elétricos», esclarece Rui Teixeira.

A frota elétrica da EDP foi espalhada por todo o país, estando os veículos baseados nas instalações da EDP Distribuição ou em alguns dos aproveitamentos hidroelétricos. As viaturas estão ao serviço de «pessoas que estão no terreno, seja numa componente mais comercial ou técnica», afirma o entrevistado. «São pessoas que estão no terreno e que pelas suas funções têm de efetuar deslocações no dia a dia».

Os veículos estão a ser utilizados em diversas localizações geográficas, embora a concentração seja maior junto aos principais centros urbanos – Lisboa, Porto, Coimbra. O carregamento é efetuado em instalações da EDP Distribuição, onde as viaturas têm a sua base. «Não temos postos de carregamento em todas as nossas subestações nem em todas as instalações da EDP Distribuição. Temos sempre de ter uma base e perceber qual o raio de atuação destes veículos. Naturalmente que já temos pontos de carregamento nos locais mais importantes», esclarece Rui Teixeira.

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