IMPACTO DOS VEÍCULOS ELÉTRICOS É POSITIVO PARA O AQUECIMENTO GLOBAL | Veículos Elétricos
20110
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IMPACTO DOS VEÍCULOS ELÉTRICOS É POSITIVO PARA O AQUECIMENTO GLOBAL

Os automóveis elétricos têm um impacto duas a três vezes inferior no aquecimento global em comparação com os veículos de combustão interna, mesmo tendo em conta todo o seu ciclo de vida. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado em França pela European Climate Foundation, em conjunto com outras entidades, adiantando que esses benefícios vão prolongar-se até 2030, mas poderão ainda ser melhores, se a aposta para desenvolver energias renováveis conduzir a um cenário cem por cento renovável.

“Descarbonizar o setor dos transportes é fundamental se quisermos estar alinhados com o Acordo de Paris”, afirma Laurence Tubiana, CEO da European Climate Foundation. “Este estudo mostra que os veículos elétricos podem continuar a sua proliferação, respeitando os nossos objetivos climáticos e ambientais”.

Cerca de 40 por cento das emissões produzidas por um automóvel elétrico ocorrem durante a produção das baterias. O estudo refere que a melhoria do impacto ambiental das baterias na fase de produção será determinante para a descarbonização do setor dos transportes.

Alem disso, a melhoria energética das atividades produtivas conduzirá a uma redução do impacto dos veículos elétricos entre 25 a 30 por cento até 2030. A melhoria do impacto ambiental da extração mineral, o desenvolvimento de baterias sustentáveis em termos de eficiência, peso e uso, assim como a promoção de boas práticas de reciclagem serão também parte da solução.

O estudo promovido pela European Climate Foundation destaca ainda as vantagens da mobilidade para a rede elétrica, designadamente a tecnologia V2G (vehicle to grid), que pode ajudar a integrar as energias intermitentes e a estabilizar a rede elétrica, permitindo reduzir ou mesmo eliminar os combustíveis fósseis na produção de eletricidade. Por outro lado, a implementação da carga inteligente, quer pelas cargas bilaterais também contribui para evitar flutuações na rede elétrica. O estudo indica que o potencial técnico da V2G em França, com 1,3 milhões de veículos, correspondendo a 30 por cento do parque circulante, é de 45 GWh. Cerca de dez por cento deste potencial pode assegurar as necessidades das reservas primárias necessárias, para um período entre as 18h00 e as 20h00, num dia de inverno.

A reutilização das baterias dos automóveis elétricos para armazenar energia das energias renováveis é encarada como uma solução sustentável. Quando a bateria perde 25 por cento da sua capacidade inicial ainda pode ser reciclada como um dispositivo de armazenamento de energia renovável. Esta pode ser, assim, armazenada quando está em excesso, sendo posteriormente injetada na rede elétrica quando tal se revela necessário ou utilizada para autoconsumo. O estudo refere que o potencial técnico anual da utilização de todas as baterias automóveis existentes no mercado francês em 2020 para armazenamento de energia renovável em 2030 será de 8 TWh.

“Este estudo é indicativo da magnitude das mudanças que temos de enfrentar”, afirma Marie Chéron, da Foundation pour la Nature et l’Homme. “Um automóvel elétrico não é um automóvel convencional. Temos de o considerar de uma forma diferente e alterar a forma como o usamos. Se a indústria automóvel é um dos pilares da economia, a mudança para a mobilidade elétrica tem de ser a força motriz para uma economia responsável e compatível com os desafios climáticos”, conclui.

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