A mobilidade do futuro terá hidrogénio e veículos autónomos | Veículos Elétricos
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A mobilidade do futuro terá hidrogénio e veículos autónomos

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organizou, dia 8 de março, a III Jornadas da Energia – Smart Mobility Talks. Ao longo do dia falou-se do futuro da mobilidade que deve ser partilhada e elétrica, mas que poderá passar também pelo uso de hidrogénio e dos veículos autónomos.

Estas são questões para as quais todos estão atentos, inclusive empresas cuja área de negócio principal é o fornecimento de combustíveis fósseis. Aceitando aquilo que é a mudança no meio de transporte, as gasolineiras estão também a fornecer energia elétrica para alimentar os novos carros. A Prio Energy é um exemplo.

Um pouco por todo o país, a empresa já tem 129 pontos de carregamento de veículos elétricos, que disponibilizam os três modelos de tomada existentes e estão integrados na rede MOBI.E. Sónia Henriques, gestora de projetos na Prio Energy, afirmou que têm «uma aposta clara na mobilidade elétrica».

Os veículos elétricos, de acordo com João Guerra têm como mais-valia as «performances imbatíveis, baixa manutenção, independência energética, não poluem e não fazem ruído». Para o responsável de marketing da ZEEV, os veículos autónomos terão também um papel importante no futuro da mobilidade e as vantagens estão já identificadas: «os carros autónomos contribuirão para reduzir o número de acidentes, minimizar o congestionamento de trânsito e energético, facilidade de estacionamento, melhor gestão de recursos, melhor utilização do tempo e menor controlo policial porque os carros estão programados para cumprir as regras».

A juntar a tudo isto está ainda em estudo outro meio de combustível, além do 100% elétrico, nomeadamente o uso de hidrogénio. Teresa Bertrand, da Enercoutim, comentou que os «os veículos elétricos têm alguns desafios, tais como a autonomia e o carregamento demorado, assim como as componentes das baterias, nomeadamente o lítio, são recursos finitos».  Assim, defendeu que «os veículos elétricos com pilha de combustível (FCEV) são um complemento», mas ressalvou que «o hidrogénio é muito inflamável e são necessárias regras».

O hidrogénio está também nos planos da Toyota que considera que a «questão do elétrico não pode ser central, tem de haver mais opções». A fabricante de automóveis está empenhada em desenvolver uma sociedade com mais hidrogénio, que ainda não entrou no mercado português porque não há legislação e infraestruturas.

João Matos referiu que «no início de 2020 existirão 10 modelos BEV disponíveis em todo o mundo. Em 2025, todos os modelos das gamas Toyota e Lexus disponibilizarão um elétrico ou terão opção eletrificada. O número de modelos sem uma versão eletrificada será zero.  Em 2030 são estimadas vendas anuais de mais de 5,5 milhões de veículos eletrificados e mais de um milhão de emissão zero (BEV e FCEV)».

A substituição de veículos de combustível fóssil por 100% elétricos ou fuel-cell poderá ter um impacto significativo na poluição, mas se os veículos continuarem a circular em massa nas cidades, os congestionamentos mantêm-se. Assim, os participantes na Smart Mobility Talks defenderam que a mobilidade do futuro deverá ser partilhada, no sentido de recurso a diferentes meios de transporte que estão disponíveis para todos. Fala-se, por tanto, de aliar ao tradicional comboio, metro e autocarro o carsharing e o bikesharing, por exemplo.

A conferência inseriu-se no âmbito da Smart Mobility Week que teve várias iniciativas para promover a mobilidade sustentável e inteligente.

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