A mobilidade, além de sustentável, deve ser inteligente | Veículos Elétricos
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A mobilidade, além de sustentável, deve ser inteligente

João Guerra,

Marketing manager na ZEEV

As previsões apontam para que, até 2050, 70% da população mundial irá viver em cidades – atualmente estamos sensivelmente nos 50%. Este crescimento traz uma pressão crescente sobre os espaços urbanos, redes rodoviárias e níveis de qualidade do ar. Estarão as cidades condenadas a serem lugares de plena construção, poucos espaços verdes, trânsito intenso e um ar pesado cada vez mais poluído? Custa imaginar que iremos coabitar em urbes tecnologicamente evoluídas, mas desumanas.

A China é um prenuncio do que nos espera: cidades com uma população crescente e um ar tão poluído que respirar mata. No entanto, na China também vemos bons exemplos de como podemos alterar esse futuro. A cidade de Shenzen, tida como o Sillicon Valley do oriente, migrou a totalidade da sua frota de 16.395 autocarros para elétrico. Isto permitiu economizar 72,9% mais energia do que o equivalente a gasóleo, o que significa que a frota de Shenzhen economizará cerca de 345 mil toneladas de combustível e reduzirá as emissões de dióxido de carbono em 1,35 milhões de toneladas por ano. São números impactantes.

Mas podem os carros elétricos ajudar a salvar as cidades? Contribuem de forma ativa para diminuir a poluição do ar e sonora, mas não deixa de ser um veículo na cidade. Não devemos, por isso, confundir mobilidade sustentável com mobilidade inteligente. Os avanços tecnológicos são importantes, mas acima de tudo devemos estimular mudanças culturais nas cidades. E já começamos a testemunhar alguns sinais:

  • Carsharing: é uma tendência crescente. As gerações mais novas não fazem questão de ter a propriedade do carro, em vez disso, estão mais sensíveis a tecnologia que permite a sua partilha;
  • Bikesharing: cidades como Lisboa estão a retirar faixas de circulação automóvel e a investir em ciclovias. É uma mudança corajosa e com grande impacto na forma como nos iremos movimentar, devolvendo espaço ao cidadão e retirando carros de circulação;
  • Mobilidade integrada: exemplos como os de Cascais em que um único titulo dá acesso à utilização de vários transportes de forma complementar para os vários tipos de deslocação de curta ou longa distância.

Olhando para um futuro próximo sabemos que os carros autónomos também vão ter um papel importante, contribuindo ativamente para melhores fluxos de trânsito, menos acidentes e uma melhor gestão do parqueamento no espaço publico.

As cidades são organismos vivos, em plena mutação, precisam de espaço, necessitam de respirar e incorporam cada vez mais tenologia. Mas para uma cidade ser inteligente, necessita de “pessoas inteligentes”.

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