BMW i3: autonomia para a cidade, design irreverente | Veículos Elétricos
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BMW i3: autonomia para a cidade, design irreverente

 

O BMW i3 gera sempre conversa, não tanto por ser um veículo 100% elétrico, mas sobretudo porque tem um design disruptivo que ou se ama, ou se odeia. Pequeno e fácil de manobrar, o BMW i3 conquista sobretudo depois de se experimentar.

O habitáculo elegante seduz o olhar com estofos em pele, tablier de madeira e, nas portas, reconhece-se o plástico reforçado com fibras de carbono, dando leveza ao veículo.

Para quem gosta da cor azul, torna-se quase impossível não adorar o pormenor dos cintos azuis, uma característica deste citadino elétrico da BMW que consegue ser alvo de comentários também pela abertura de portas antagónicas, irreverentes, mas pouco práticas. Abrir a porta traseira implica sempre a abertura da porta da frente, o que na realidade torna este modelo quase um veículo de duas portas. Contudo, com ambas as portas abertas, há um acesso maior aos bancos traseiros do veículo, que são apenas dois. O BMW i3 é de quatro lugares.

Antes de falarmos sobre o arranque veloz e a boa capacidade de regeneração, detalhamos mais um pouco o interior do modelo ensaiado, o BMW i3 (94Ah). O pequeno computador de bordo dirigido ao condutor, colocado atrás do volante, talvez seja um dos poucos pontos negativos a apontar a este veículo: o ecrã demasiado pequeno, nem sempre permite observar na íntegra a informação disponibilizada neste painel, sobretudo quando se está a manobrar o carro, uma vez que o volante tapa alguns ângulos. Mais generoso é o computador de bordo de apoio, maior, com uma imagem agradável, permitindo aceder a informação diversa, quer sobre o estado do veículo, quer de entretenimento como é exemplo o estado do tempo. Também neste ecrã, semelhante a um tablet, se mostra o GPS, que além das habituais informações de trajeto, dá indicação do consumo de carga conforme o modo de condução escolhido: Confort ou EcoPro+ (este último limita a velocidade e uso de algumas comodidades, como o ar condicionado para rentabilizar a bateria).

Pequeno, mas cheio de energia. O BMW inicia marcha com suavidade, mas com força para, pelo menos no arranque, meter inveja a muitos desportivos movidos a combustão. A potência do motor de 125 kW (170 cavalos), com 250 Nm de binário dão emoção à condução, apesar de ser um veículo pequeno e elétrico. A suspensão, dura, provoca algum desconforto e nem sempre se sente grande estabilidade na curva.

Acelerador que trava

O pedal do acelerador tem também função de travar, permitindo assim uma boa regeneração das baterias. Designado One Pedal Feeling, equipamento de série, permite uma condução homogénea e possivelmente menos desgaste de material. Fazer uma redução de velocidade pode ser de tal forma eficaz na regeneração que as luzes de travão podem mesmo acender.

O sistema one pedal feeling é uma forte ajuda para alcançar a autonomia máxima do veículo, anunciada pela BMW, de 200 quilómetros. Autonomia esta que pode duplicar já no próximo outono porque a marca alemã prepara-se para aumentar a potência de 94 Ah para 120 Ah, o que permitirá passar de uma potência de 33 kWh para 46 kWh.

Arrancámos para o ensaio com 179 quilómetros e realizamos 209,6 quilómetros. Foi necessário um carregamento que, em carga lenta, e com uma autonomia de 37 quilómetros necessitava de 19h24 para atingir a carga máxima.

Ao contrário de outras marcas, a BMW comercializa os veículos com as baterias, elas são parte integrante do automóvel. A bateria é composta por oito módulos que podem ser substituídos individualmente, se eventualmente uma bateria tiver um problema pode ser substituída individualmente. A BMW esclareceu à Veículos Elétricos que «não existe estimativa de durabilidade das baterias. As baterias têm uma garantia de oito anos ou 100.000 quilómetros até um mínimo de 70% de capacidade».

A viatura ensaiada tem o valor de 56.066 euros, sendo que o BMW i3 está disponível a partir de 40 mil euros.

 

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