Tesla Model S: um produtor de adrenalina | Veículos Elétricos
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Tesla Model S: um produtor de adrenalina

A Tesla lançou o Model S em 2012. O tema dos veículos elétricos com autonomia razoável e de aparência sedutora entraria no panorama da mobilidade automóvel em todo o mundo. Conduzimos um Model S e confessamos ser impossível esconder o entusiasmo por um carro esteticamente consensual, grande e potente.

Os veículos elétricos estão na moda e conquistam cada vez mais condutores. Sedutores para o olhar – as marcas têm apostado num design menos futurístico – e conquistadores pela condução suave, os veículos elétricos geram sempre comentários e seduzem olhares à sua passagem. Sempre que tenho um veículo para ensaio, há muitas perguntas que me colocam e curiosidade por vê-lo, mas apenas uma marca despertou os maiores comentários e atraiu muitos olhares. Nunca tinha sentido tantos olhos postos no carro que conduzia como quando andei pela cidade ao volante de um Tesla Model S 85. São poucas as pessoas, que gostando ou não da marca, ficam indiferentes ao Model S, um modelo 100% elétrico elegante, grande e potente.

Apertem os cintos, porque esta viagem pode ser de colar ao banco. É difícil não pisar o acelerador e manter o carro nas velocidades permitidas. Em autoestrada, por exemplo, circular a 120 quilómetros/hora dá uma sensação de estar a deslizar numa passadeira rolante. Não é possível ficarmo-nos por aqui quando temos um carro destes e, por isso, num circuito controlado, chegámos aos 150… 180 quilómetros/hora num piscar de olhos. Aceleramos, mas impera o silêncio. Não há o rugir de um motor, mas não é por isso que se perde a emoção da condução. E eis que ficamos colados ao banco, sentido com firmeza as leis da física a funcionar. À mesma velocidade que o veículo ganha velocidade, em poucos segundos, se solta a adrenalina do nosso corpo. Com os diferentes níveis de suspensão do carro (sport, confort e standard) conseguem-se diferentes níveis de estabilidade e comportamentos do veículo. É curioso perceber que pode, por exemplo, fixar um tipo de suspensão a um determinado local. Ou seja, ao chegar a casa tem de subir um passeio, opta por colocar a suspensão standard, memorize essa opção e de futuro ao chegar a esse local, o veículo automaticamente se adapta.

A sua dimensão pode ser o elemento mais constrangedor à condução, mas uma vez familiarizado com a largura um pouco acima do normal, fica espaço para a total sedução pelo Tesla Model S. A personalização dos veículos é cada vez mais uma realidade e a marca dos Estados Unidos da América não esqueceu esse pormenor. Assim, à semelhança de outros carros, também este Model S permite a personalização de perfis.

Alia-se ainda o teto de abrir generoso, que permite a entrada de mais luz num habitáculo muito minimalista. Botões, travão de mão, manete de mudanças, tudo isso não existe dando lugar a grande vazio, sobretudo para quem está habituado aos carros europeus, bem recheados de painéis de instrumentos. Aqui, todas as indicações são dadas em manetes colocadas junto ao volante ou, na sua maioria, no generoso ecrã colocado a meio do tablier. Entre cliques, se decidem características como a abertura do teto de abrir, a suspensão pretendida, aceder ao rádio, observar o estado da bateria e os consumos. Tudo isto como se estivesse a mexer no smartphone.

As baterias de 85 kW estão localizadas por baixo do carro, deixando espaço de bagageira à frente e também atrás. Espaço é realmente algo que não falta num Tesla. A potência do veículo ensaiado era de 283 kW e tem uma autonomia de 490 quilómetros em NEDC. Aos 120 quilómetros/hora o consumo médio foi de 20 kWh. Se tivermos em conta os 0,17 euros, o valor da tarifa baixa tensão da EDP, o custo médio dos 20 kwh é de 3,40 euros. Ora percorremos cerca de 330 quilómetros, por isso esta viagem teve um custo de 1,22 euros.

O exterior, elegante e sóbrio, combina com interior espartano do veículo, que pode não agradar a todos, destacando-se muito o ecrã gigante (sempre alvo de comentários). No entanto, é um Tesla e tem todo o misticismo de uma marca que nasceu elétrica e envolta sempre em altos e baixos.

O veículo ensaiado faz parte da frota da ZEEV que o disponibiliza para renting. Na aquisição deste serviço, os clientes têm acesso a uma renda mensal por um período contratado durante o qual se usufrui do carro elétrico e serviços de manutenção. Há ainda a possibilidade de incluir componentes que permitem uma mobilidade integrada ou produção da sua própria energia, como por exemplo posto de carga, painéis fotovoltaicos e uma bicicleta elétrica ou uma trotinete.

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