Prevê-se que o carsharing cresça 30% até 2020 | Veículos Elétricos
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Prevê-se que o carsharing cresça 30% até 2020

O serviço de carsharing emov nasceu em Madrid, Espanha, em 2016 e dois anos depois alargou fronteiras e estreou-se em Lisboa com 150 veículos elétricos. Carlos Blanco, diretor de marketing da emov confessa que o negócio seria mais rentável se os veículos não fossem elétricos, mas sublinha que a sustentabilidade é uma prioridade. O responsável acredita que o carsharing poderá crescer cerca de 30% até 2020. E afirma que o serviço poderá ser expandido a outras localidades do país.

 

Veículos Elétricos (VE): O serviço emov começou a operar em Lisboa em abril. Esta foi a primeira localidade fora de Espanha onde o emov se implementou. Porquê Lisboa?

Carlos Blanco (CB): Depois do sucesso do lançamento do serviço em Madrid, olhámos para outras cidades com o objetivo de perceber para onde poderíamos expandir o serviço. A notoriedade que a cidade tem conseguido obter nos últimos tempos, juntamente com as políticas de mobilidade mais sustentável que quer implementar, levou-nos a implementar o serviço em Lisboa. Por outro lado, contámos com o apoio da Câmara Municipal, o que também pesou na nossa decisão. Vamos continuar a trabalhar com a autarquia lisboeta para melhorar o serviço da emov.

VE: Já existem outros projetos de carsharing em Lisboa. Considera que ainda há mercado para entrarem mais operadores ou aumentarem a frota?

CB: Sim, sem dúvida. O carsharing é hoje um novo paradigma da mobilidade. Prevê-se que esta área cresça cerca de 30%, até 2020/21; que, até 2025, o mercado global de carsharing aumente dos atuais 7,9 milhões de utilizadores para mais de 36 milhões; e que, em 2030, mais do que um em cada três quilómetros percorridos seja feito de forma partilhada. Por isso, as oportunidades são muitas. Acreditamos que com o nosso serviço diferenciado, que disponibiliza 150 viaturas 100% elétricas, podemos fazer a diferença e crescer cada vez mais neste mercado, proporcionando uma mobilidade mais conectada, partilhada e sustentável.

Fernando Izquierdo, diretor-geral da emov, e Carlos Blanco

VE: Ao fim de três meses em Lisboa alargaram a área de intervenção. Pretendem alargar mais, inclusive a concelhos limítrofes ou outras cidades do país? 

CB: Atualmente a área de serviço estende-se a um total de 42 quilómetros quadrados, incorporando diversas zonas como Campo de Ourique, Campolide, Sete Rios, Alvalade ou Avenidas Novas. Naturalmente que queremos continuar a alargar o serviço. O alargamento do serviço está a ser analisado, mas, para já, apenas à cidade de Lisboa. Isso não implica que no futuro não possamos analisar outras localizações.

VE:E a outros países?

CB: Para já estamos concentrados na Península Ibérica, o que não invalida que no futuro possamos expandir a atividade para outras regiões.

VE: E quanto à frota, já há necessidade de a aumentar, ou estimam que num curto espaço de tempo possa haver? 

CB: Neste momento oferecemos uma frota totalmente elétrica composta por 150 veículos Citröen C-Zero. O crescimento da nossa frota vai depender do aumento da procura.

VE: Como é feita a logística de carregamento dos veículos? Os utilizadores podem também eles colocar a carregar a viatura? 

CB: Não, os utilizadores não precisam de se preocupar com essa questão. Temos forma de monitorizar a autonomia das nossas viaturas. Os nossos carros têm sempre carga suficiente. Quando isso não acontece, a própria emov vai buscá-los e coloca os carros a carregar num parque que temos para esse efeito.

VE: Qual o balanço destes meses de trabalho em Lisboa? 

CB: Estamos satisfeitos com os primeiros meses, mas vamos continuar a campanha de angariação de novos clientes. Vamos manter a inscrição gratuita e continuamos a oferecer 20 minutos grátis. Queremos que a primeira experiência de quem usa o serviço emov seja muito positiva.

VE: O emov utiliza veículos 100% elétricos. Esta é a melhor opção financeiramente? Este projeto seria possível com veículos de combustão interna? 

CB: Não podemos dizer que sim. Em termos financeiros uma frota totalmente elétrica não é a mais eficiente dado que necessitamos de infraestrutura própria para fazer os carregamentos e a atual autonomia dos carros significa que temos de recarregá-los continuamente. No entanto, o compromisso para com a sustentabilidade é uma prioridade. É por esta razão que optámos por veículos 100% elétricos que contribuem para evitar a emissão de centenas de toneladas de dióxido de carbono na cidade de Lisboa, melhorando substancialmente a qualidade de vida dos seus habitantes.

VE: Como nasceu a emov e porquê da parceria com o grupo PSA? 

CB: A emov é uma empresa espanhola, com sede em Madrid, que nasceu da aliança estratégica entre a Eysa e a Free2Move, a marca de serviços de novas mobilidades do grupo PSA. Por essa razão, fazia todo o sentido envolver o grupo neste projeto.

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