Toyota mostra carro a hidrogénio em Portugal | Veículos Elétricos
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Toyota mostra carro a hidrogénio em Portugal

 

O Mirai esteve me Portugal no mês de setembro e a Veículos Elétricos teve oportunidade de conduzir. A sensação de condução é a mesma de um veículo elétrico: suavidade, zero ruído, potência no arranque. Tudo isto é possível porque um veículo a hidrogénio é, na realidade, um veículo elétrico, cuja eletricidade é produzida internamente através do hidrogénio.

O Toyota Mirai, um veículo a célula de combustível (FCV). Um FCV é um veículo que envia hidrogénio e oxigénio para o conjunto de células apelidado de pilha de combustível (Módulo FC) para gerar eletricidade, que é depois usada para fazer funcionar o motor elétrico e garantir o andamento do veículo.

O veículo tem uma autonomia estimada de 550 quilómetros, 155 cavalos, um binário de 335 Nm e velocidade máxima de 178 quilómetros/hora. O abastecimento poderá ser feito em poucos minutos tal como acontece com o uso de gasóleo ou gasolina. A Toyota explica ainda que o Mirai “tem vidro acústico no para-brisas e nos vidros das portas à frente e atrás; materiais de isolamento acústico (tipo espuma) colocados dentro da carroçaria, materiais de absorção de som utilizados em volta do capot e para-choques, espelhos retrovisores exteriores com posição otimizada e pilar dianteiro de forma aperfeiçoada para ajudar a reduzir o ruído do vento”.

O Mirai tem um baixo centro de gravidade. O módulo FC, os depósitos de hidrogénio e os demais componentes da unidade de potência estão colocados sob o piso do veículo. O centro de gravidade baixo garante estabilidade de comportamento e está na origem de uma experiência de condução confortável ao reduzir as alterações da posição do veículo face à estrada.

O Mirai está equipado com dois modos de condução selecionáveis. O modo ECO altera o funcionamento da motorização para controlar a prioridade dada ao consumo de combustível, enquanto o modo POWER muda as caraterísticas da motorização para uma resposta mais direta às solicitações feitas com o pedal do acelerador.

Yoshikazu Tanaka, engenheiro chefe do Toyota Mirai, sublinha que este veículo é fruto de um trabalho iniciado em 1992. “Com o foco nos próximos 100 anos do automóvel, a Toyota avançou com o desenvolvimento de um veículo que oferece uma proposta única, um veículo pioneiro que vai permitir chegar a uma sociedade assente na energia do hidrogénio”. O mesmo responsável salientou que o desafio será o carregamento, um caminho que tem de ser percorrido. “A expansão da infraestrutura de abastecimento necessária aos FCVs provavelmente vai demorar 10 a 20 anos, ou talvez até mais. É definitivamente um caminho longo e desafiante. No entanto, a bem do futuro, é um caminho que temos que percorrer”.

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