GM deixa de produzir o Chevrolet Volt | Veículos Elétricos
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GM deixa de produzir o Chevrolet Volt

A General Motors anunciou umas reestruturação geral do grupo automóvel norte-americano que implica o encerramento de fábricas, o despedimento de trabalhadores e o fim da produção de alguns dos seus modelos, incluindo o Chevrolet Volt, que deixará de ser produzido a partir de março de 2019.

Esta reorganização permitirá a General Motors duplicar o investimento na área da mobilidade elétrica e aos veículos autónomos. O construtor de Detroit pretende adaptar a sua oferta ao novo mercado da mobilidade, apostando em veículos da tipologia dos SUV, dos veículos de todo-o-terreno e dos comerciais, abandonando, em parte, as berlinas e os veículos compactos, cujas vendas têm vindo a diminuir significativamente. Por outro lado, a GM irá dar prioridade aos investimentos em arquiteturas elétricas e nas tecnologias de condução autónoma.

“Esperamos que, no início da próxima década, mais de 75 por cento do volume de vendas globais da GM venha de cinco arquiteturas de veículos”, afirma Mary Barra, CEO da General Motors.

O fabricante norte-americano anunciou, em 2017, que tem o objetivo de vender um milhão de veículos elétricos por ano, estando previsto o lançamento de 20 novos modelos totalmente elétricos ou fuel-cell até 2023, incluindo sete SUV, cinco berlinas e dois comerciais. O construtor também irá introduzir dez novos modelos elétricos no mercado chinês em 2020.

No âmbito desta reestruturação, a General Motors anunciou o encerramento de cinco fábricas – Baltimore e Warren (motores), Lordstown (veículos compactos), Detroit-Hamtramck e Oshawa. Este último no Canadá. Como consequência deixarão de ser produzidos modelos como o Chevrolet Cruze, o Cadillac CT6, o Buick LaCrosse e o Chevrolet Volt, que já é um veterano entre os veículos elétricos. Após uma década de produção e duas gerações foi confirmado o fim da sua produção no final do primeiro trimestre de 2019. Este elétrico com extensor de autonomia foi, juntamente com o seu irmão europeu Opel Ampera, um dos modelos mais vendidos da sua categoria. Todavia, após o lançamento da nova geração em 2016, seis anos depois da primeira, e a crescente opção dos consumidores por veículos cem por cento elétricos teve como consequência uma quebra nas vendas. Por outro lado, a chegada do Chevrolet Bolt em 2017, um elétrico com quase 400 quilómetros de autonomia, levou muitos clientes a optar por este modelo.  

Todavia, o encerramento destas fábricas da General Motors poderá ser uma oportunidade para outros fabricantes adquirirem as instalações a preços de saldo. Há quem diga que uns dos interessados poderá ser a Tesla. Aliás, caso se concretizasse, não seria a primeira vez, já que comprou a fábrica NUMMI, em Fremont (Califórnia) em 2010 à GM e à Toyota. Atualmente, essa fábrica não só emprega mais funcionários do que a original como produz 300 mil veículos elétricos por ano.  

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