Os capacetes e a segurança das e-bikes | Veículos Elétricos
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Os capacetes e a segurança das e-bikes

Nuno Prates, responsável da The Fietsen Shop

Ao usar uma bicicleta é necessária responsabilidade e sabermos circular em segurança, seja uma bicicleta elétrica ou não. O capacete é um dos poucos acessórios que nos oferece um pouco mais de segurança ao pedalar. Ele não é obrigatório, mas a sua função é indispensável para quem deseja andar de bicicleta pela cidade.

Hoje em dia, em Portugal, o uso do capacete é um acessório fundamental para a segurança do ciclista. Este também se pode tornar um acessório que agrega estilo e segurança ao mesmo tempo. Existem capacetes urbanos criados mesmo com este facto em vista, a pensarem no estilo de quem os usa, com linhas e cores mais clássicas e na moda. Já não é necessário usar os capacetes desportivos com várias entradas de ar e com cores berrantes.

Com o aumento do número de bicicletas, e-bikes e trotinetes, o número de acidentes com estes meios de transporte também aumentaram. Consequentemente, aumenta a discussão se é obrigatório de usar ou não capacete. A lei indica que não é obrigatório usar em bicicletas, e-bikes e trotinetes, mas não deixa de ser recomendado pelas autoridades. Contudo, a lei diz que é obrigatório andar com o máximo de segurança possível pelo qual existe ambiguidade sobre a obrigatoriedade do capacete. Depende de cada um decidir se pretende usar para sua proteção ou não, mas a probabilidade de traumatismo craniano em caso de queda diminui significativamente quando é usado um bom capacete.

Mesmo assim, existem muitos ciclistas que preferem não usar capacete enquanto andam de bicicleta, isto porque sabem que em países como a Holanda e a Dinamarca não é frequente a sua utilização. A diferença entre estes países e o nosso é que lá existem condições para os ciclistas pedalarem separadamente do trânsito. Isto, juntamente com o facto dos automobilistas estarem habituados aos velocípedes, e as melhores condições do pavimento, faz com que o risco de queda seja muito menor do que cá em Portugal. Grande parte dos troços de estrada têm uma ciclovia separada do trânsito com proteção, impedido que um automóvel entre na faixa para velocípedes, entre outros meios de proteção dos ciclistas

Outra parte importante das ciclovias construídas na Holanda e na Dinamarca é que estas não são construídas no passeio, a roubar espaço aos peões, mas sim com a mesma cota da estrada, com uma separação entre os dois. As estradas são reduzidas para dar lugar às ciclovias, não reduzir o passeio para dar lugar às ciclovias. Assim, as bicicletas e as trotinetas ficam separadas do trânsito e dos peões, diminuindo a interação entre todos e assim, o risco de acidente.

Não nos podemos comparar com o que se faz em países com 38 mil km de ciclovias e com infraestruturas 100% preparadas para ciclistas. Num país como Portugal, com algumas centenas de quilómetros de ciclovias, e com oito mil quilómetros em vista até 2030, ainda temos de percorrer um longo caminho para termos ciclovias 100% seguras, sem buracos, separadas do trânsito e sem peões a circular. Com tantos riscos que um ciclista atravessa diariamente, é uma mais-valia usar um capacete. 

Ao usar um capacete de qualidade você estará definitivamente seguro e confiante em pedalar mais e cada vez mais longe, todos os dias, pois estará protegido de qualquer ocasião que lhe cause um acidente, sendo ele pequeno ou grande. É costume dizer que o para-choques do ciclista é o capacete. Não corra riscos, mantenha-se seguro e escolha um bom para-choques.

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